quinta-feira, março 4

Contradições católicas....

... li alguns textos em alguns blogs sobre a igreja, o catolicismo e lembrei-me do caso mais contraditório que conheci até hoje. Havia uma miúda no meu curso que á primeira vista é apenas mais uma estudante, ela vivia com uma amiga minha. Um dia fui lá a casa delas, e no meio da conversa ela diz que é muito católica, que vai á missa quase todos os dias que reza todas as noites, tem a biblia na mesinha de cabeceira da cama dela, o terço pendurado na cama, imagens de santos ao lado dela e usa constantemente expressões como "Oh minha nossa senhora", "Oh meu deus". E ao que parece na entrada de casa tem uma imagem da "Nossa Senhora" com mais de 1metro de altura.
Tudo isto até podia ser normal.... se eu não visse algumas atitudes da rapariga que não lembram a ninguem: o pai liga-lhe e ela mente-lhe descaradamente (para o pai ela não sai á noite), gasta dinheiro mais dinheiro em futilidades, saí á noite com roupas que não lembram a ninguem, para além de coleccionar "namorados" (eu não lhe chamaria sequer namorados).
Acho isto uma tremenda estupidez, uma hipocrisia, e apesar de ser católica não posso deixar de dar minha opinião em casos como este. É que este exemplo é uma amostra do que se passa com a igreja, uma hipocrisia, de que me vale ir á missa todos os dias se no meu dia-á-dia não pratico nenhum dos seus ensinamentos? De que me vale dar uma grande esmola na missa se não sou capaz de ajudar o mais próximo? Nunca percebi o que ia na cabeça da miúda, mas tenho a sensação que ainda não mudou muito.

5 comentários:

Mi disse...

Eu não sou católica. Mas continuo a achar extraordinárias as contradições em que essa gente cai.
kiss

Anónimo disse...

Será que isso significa que alguém, apenas por ser católico não pode mentir? Ou não pode ter namorados? Ou não pode gastar dinheiro em futilidades?
Será que ser católico quer dizer ser "santinho"? Não será isso afinal a contradição?
Afinal um católico não é nada mais, nada menos do que uma pessoa igual às outras. Se reza, se vai à missa é porque acredita em algo. Mas acreditar em algo não faz dos católicos pessoas diferentes.
Ou será que acha que as raparigas católicas não podem ter namorados, uma vida sexual activa antes de casarem, serem apanhadas nas mentiras normais da adolescência e inicio da idade adulta, porque têm pais castradores e querem viver asua vida como qualquer outro jovem adulto.
Acha que os católicos não podem ser fúteis como os outros? Comprar uma carteira de 1000€ apenas porque sim.
O que a maioria das pessoas nãó quer ver é que os católicos "praticantes" são pessoas que acreditam em algo/alguém que as ajuda a superar as suas fraquezas, os seus erros, as suas falhas.Alguém que não as julga, nem as condena. Nem quando têm multiplos parceiros sexuais. Nem quando fazem um aborto. Nem quando gastam dinehiro em coisas superfulas. Nem quando se divorciam, ou mentem, ou são egoístas e mesquinhos.
Defeitos todos têm. Católicos ou não.
Porque se as Igrejas só tivessem pessoas que não cometem erros (ou se quiser, não pecam), estavam vazias.
Ser católico não é ser um cidadão exemplar. É termos consciência de sermos iguais aos outros, mas mesmo assim saber que há quem não nos julgue.
E isto vai muito além do que os padres, papas e afins possam dizer.
É preciso ver a Igreja à luz de Deus, e não à luz de alguns homens que pensam que fazem a igreja. Daí haver sempre tantos pré-conceitos acerca dos católicos "praticantes".
É apenas uma grande confusão o que vai na cabeça de quem não é católico!

Maria Costa

piccolina disse...

Ser católico não significa ser "santinho" para mim. Mas de que me vale fazer coisas que socialmente ficam bem se no final das contas não as prático. De que me vale ir á missa onde se defende o amor pelo próximo, se chego cá fora e não respeito o próximo?
E, neste exemplo, eu estava-me a referir a uma pessoa que muda de rapaz como quem muda de cuecas, e isto não acho aceitavél para uma pessoa quer seja católico ou não. Mas ver isto e depois ouvi-la falar em nome de Deus, ou da igreja... é contraditório.

Miss me disse...

Também sou católica. E, claro está, não sou perfeita. Não pretendo chegar a santa, nem tão pouco ser freira, logo não tenho nenhum voto de pobreza, castidade ou obediência. Percebo perfeitamento o que queres dizer com o tipo de pessoas que bate no peito a dizer que é profundamento católico e quando sai fora da igreja não faz mais nada senão pecar. Mas aqui falo de pessoas que não se arrependem do mal que fazem, que não utilizam a sua "filosofia religiosa" no seu dia-a-dia, desrespeitando tudo e todos e nem sequer cumprindo o mandamento mais básico: o do Amor. A questão no teu post e que provoca discussão é o facto de vários exemplos como a futilidade e o mentir ao pai, toda a gente faz em algum momento da sua vida, católico ou não católico. A verdadeira diferença está, e aqui vou falar só dos católicos, naqueles que o fazem mas arrependem-se, procurando melhorar e reflectindo sobre o assunto, e naqueles que não ligam absolutamento nada e só são católicos porque é bonito. Estes últimos, provocam-me autênticas comichões.
Agora, trocar de namorado como quem troca de cuecas, aí compreendo-te - é uma perfeita contradição.

Um beijinho*

E. disse...

Eu vou mais longe e aponto a contrariedade do nosso Papa ser Nazi!

Um Beijinho*
E.